segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Estranho é, no escuro da noite, sentir saudade do que ainda não veio
No calor da manhã sentir seu cheiro
Num dia de chuva deixar seu espaço no guarda-chuva
E passar batom pra caprichar no seu beijo

Estranho é andar na rua pensando em te encontrar
Imaginando as nossas conversas ao luar
Sair de casa de mãos dadas contigo
E no elevador olhar pro lado e não te achar

Estranho é fazer as compras no supermercado
E escolher sua bebida preferida, um bonsai e um tempero
Deixar a casa cheirosa e a cama arrumada
Tomar um banho demorado e pintar as unhas da mão e as do pé de vermelho

Estranho é olhar pela janela e ter a certeza de que você virá com o vento
Com as mãos no bolso cantarolando uma música em pensamento
Calmo e cabisbaixo, com esse seu jeito de andar pesado
E aí quando você chegar, o melhor de tudo:
                                                                  o estranho vai ser passado!


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