domingo, 20 de setembro de 2015

Essa saudade...

Talvez eu saiba, mas não queira acreditar.
Talvez eu acredite, mas não queira me conformar.
Eu fujo dos conformismos.
Brinco nos abismos.
Te procuro em todas as esquinas
Mesmo correndo tais riscos
Talvez eu não me lembre
Mas também nem queira esquecer
Que já, nem nos meus sonhos
Existe um EU e VOCÊ
Que eu e você já era, que eu e você passou
Que nessas madrugadas cálidas
Nem a lembrança ficou
Já nem lembro do teu cheiro, do teu beijo e dos teus olhos
do teu olhar manso e da minha cabeça no teu colo
Tampouco lembro teus braços
Que tanto meu corpo fez aquecer
Só me lembro mesmo essa saudade
É ela que não me deixa esquecer

domingo, 26 de julho de 2015

Rapidinha

Gosto do seu olhar sobre as coisas
Sobretudo dos seus olhares
sobre as minhas coxas e
sobre as minhas coisas

Dias contados

Eu, você, nossa xícara de café
Nas nossas manhãs vazias
Vazias de sonhos e planos
Cheias de mãos e enganos

Eu, você e nossa nuvem de fumaça
De brasa, de fogo e de cinza
De vícios e medos profundos
E de mergulhos superficiais

Eu você, nossa xícara de café
Nosso tempo livre e não liberto
Nossos corpos de pernas e braços abertos
De corações fechados

Eu, você e nossos dias contados
Vividos, curtidos, espalhados
Dias de contagem regressiva
Pra um futuro nunca sonhado

Eu, você, minha xícara de café
Eu no meu momento
Você no meu pensamento
E finda nosso espaço de tempo 



quinta-feira, 23 de julho de 2015

D I F E  R            E   N   T  E 

L   I   D  N           D   S   S  L
I   N   I   E           E   E   E  Á
 C  F   S                          
I   E   E   S           R   N   D  A
T  S   R   E           E   Ã   E  D
A  S   E                P   O   S 
N  A  N   I            E        C  A 
T  N  T   N           N   M   O  N
E  T   E   S           T   E    B  T 
    E       T           E    N   R  E
              A N T E       T   E       
                                E                        

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Se você sair da minha vida
Assim, desse jeitinho agora
Só se for com a promessa 
de que vai, mas não demora

Se você sumir, fugir
De medo ou falta de vontade
Volta logo, vem correndo
Que eu sinto a dor da saudade

Se você quiser mesmo ir,
na dúvida ou curioso
Vai, tenta, experimenta
Mas volta que vai ser gostoso

E se no meio do caminho descobrir
Que o melhor é mesmo ficar
Eu já te digo, me ouve
De tudo, é o que eu mais vou gostar 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Desconstruindo

A dificuldade de se libertar
Vem do medo do espelho
do medo do vento nos cabelos
Da possibilidade de escolha
E de ter que escolher
Quando a real possibilidade de ser livre
Bate à sua porta
Você percebe que, de verdade,
a liberdade não existe
A verdadeira liberdade dos seus pensamentos
De querer mudar o caminho,
de poder mudar as alternativas
de assumir posturas e voar de alturas
Se jogar no mar
De estar frio ou quente
Ser ateu ou crente, nessa ideia de ilusão
Liberdade dói, libertar dói, deixar ir dói,
Requer coragem, maturidade e força
Habilidade e vontade
de se desfazer de si mesmo
Suas crenças e cicatrizes
Construir e desconstruir inteiros internos
Montar e desmontar pedaços à parte
Nascer e renascer todos os dias dentro de si
Quebrar muros e construir pontes
Se conquistar, se reconquistar e se auto-administrar
O tempo todo se perder, o tempo todo se buscar
e nunca se descobrir
sentado, cabisbaixo, encantado e desencantado
Entre caminhos possíveis e outros imaginados
Deitado, sonhando
Sozinho, livre, acordado.
Estático e solto
Confuso, e parado.




sábado, 4 de outubro de 2014

Do amor e seus tempos


















De todos os tempos que o tempo dá
O tempo do amor é o mais misterioso

O tempo do amor pode curar
O tempo do amor pode crescer
O tempo do amor pode transformar
O tempo do amor pode transcender

Quando o amor dá seu tempo
Ninguém sabe o que esperar
Se quer que ele corra ou que volte
Se quer parar ou passar

O tempo do amor é dele
E ninguém consegue saber
Se no fim de todo esse tempo
O amor vai acontecer