quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Qual o preço da liberdade?




Há séculos os povos lutam por liberdade... 
Há séculos as mulheres querem ser livres... 
Passamos por cima de coisas que julgamos importantes, passamos por cima de amores e de amantes... Passamos por cima de nós mesmos! 
Buscando... 
E então, quão importante é a liberdade?
Quanto libertária é a liberdade?
O que é, de fato, ser livre? Me pergunto... 
Às vezes me parece que é ter um colo pra deitar...
Outras acho que talvez, ser livre, seja não ter que contar o tempo, os minutos, os segundos. 
Ser livre deve ser não viver à espera de que alguma coisa tem que acontecer. 
De que a vida tem que fazer sentido. 
De que todos os dias devem ser azuis, de que todos os casais tem que ser felizes. 
Ser livre, pra mim, deve ser dormir e acordar, e saber que a vida, é SEMPRE uma grande surpresa! 
Que existem altos e baixos.
Que as pessoas são imperfeitas.
Pra mim seria muito libertário entender, e convencer a mim mesma, que, todos os dias, faço o melhor possível! 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O que te prende, pode me libertar... 

Abre as asas passarinho! 
Asas, que de  tão grandes e coloridas, já não fazem mais voar, ao contrário, pesam no corpo tão franzinho.
Abre as asas passarinho! 
Se equilibra na corda bamba, ainda que, com tamanhas asas, precise de rede de proteção. 
Abre as asas passarinho, 
deita no meu colo, que eu me faço o teu ninho. 
E juntos vamos assim... passarinho
olhando pela janela, pendurada na árvore,
a sua gaiola abandonada! 


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Debaixo d´água


Estavam debaixo d´água, os dois. Um homem e uma mulher. 
Em um poço... Grande o suficiente para os dois se mexerem, mas não caberia mais ninguém.
A água era muito clara e quente.
A luz vinha de todos os lados, inclusive de baixo, mas o poço era muito fundo.
Mesmo sabendo que tinham que sair dali, o sentimento era de paz, tranquilidade. Sabiam que sairiam em algum momento, de alguma forma. 
Podiam e até sorriam. Mas as mãos doíam pelas tentativas de escalar as paredes.

Quando o cansaço chegou, começaram a se incomodar com a presença um do outro. 

Num instinto de sobrevivência, começaram, em segredo, a pensar em usar o outro como escada, pra sair dali. 

Quem sabe se ela se impulsionasse no ombro dele, mesmo sabendo que ele seria incapaz de tocar os pés no chão, e, cansado e fraco, inevitavelmente, morreria. 

Quem sabe se ele esquecesse que ela estava ali, e tentasse, sem culpa, salvar a própria vida, mesmo sabendo que até ele encontrar alguém que pudesse ajudar, ela provavelmente já teria desistido. E morreria.

E, num momento de desespero, encostaram um no outro, e descobriram que, se unissem as costas e esticassem as pernas, conseguiriam, um apoiado ao outro, subir "andando" pelas paredes.

E, juntos, saíram daquele poço. O poço de águas limpas.