domingo, 1 de dezembro de 2013

No instante em que fecho meus olhos abro meu coração
No gosto do beijo, no cheiro da pele, no toque das mãos
os pelos da nuca se arrepiam e se misturam com os cabelos
que pulam por entre seus dedos nervosos e sedentos
brincando como crianças correndo pelo meu corpo
que fala com todos os poros no pé do seu ouvido
o que foi mil vezes imaginado, antes de ser vivido
O que foi tão desejado, o que foi tão proibido

No instante em que fecho meus olhos e um novo mundo se abre
de portas, janelas e pontes. De cores, formas e outro horizonte
em que eu não mais ando sozinha e somos os olhos do mar
olhando a beira da praia, ao longe a cidade acordar
pulsando sangue nas ruas, de uma longa madrugada
nas buscas e desencontros de casais que por quase nada
desfiguram as esquinas, com suas cores sombrias
poluem, cortam, escondem, seus medos na primeira entrada

No instante em que fecho meus olhos e vejo o sol brilhar
é la de longe que eu te vejo lindo, de olhos abertos sorrindo
E dentro da tua boca, no teu céu de idéias loucas
Vejo minha língua solta, suspensa e livre a dançar
Rodando e esperando o dia em que seremos estrelas
não duas, mas um milhão delas
num mundo onde os olhos fechados
serão clareiras abertas.


Nenhum comentário:

Postar um comentário